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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



Radioamadorismo resiste à Modernidade

Milhares de pessoas de cidades, estados e países diferentes comunicando-se simultaneamente. Mas não estamos falando de Internet. É o radioamadorismo, uma prática que veio do antigo telégrafo e ainda hoje mobiliza admiradores de todas as idades pelo mundo. Para alguns, a paixão é tanta, que chegam a passar 48 horas ininterruptas em radiotransmissões para participar de concursos. Esse é o caso do engenheiro civil e radioamador PS7 TKS Márcio Humberto Carvalho, vencedor do último Japan Amateur Radio Teleprinter Society RTTY (Jarts) que usa também o indicativo ZX7A em ocasiões eventuais . De uma sala reservada na sua casa, com diversos aparelhos de radiotransmissão, televisão, computador e frigobar, Márcio conseguiu fazer 1.115 contatos com radioamadores de diferentes países em um fim de semana sem parar de trocar mensagens.

E foi este desempenho que lhe garantiu o primeiro lugar mundial e brasileiro em uma das quatro categorias do Jarts de 2003, do qual participaram cerca de 30 mil pessoas e cujo resultado saiu este mês. Embora o concurso seja de uma modalidade que usa o computador como ferramenta, Márcio explica a demora da divulgação dos vencedores. Ela é devida à conferência dos dados enviados por cada competidor: ao final do concurso, os organizadores recebem os logs - os registros que o programa faz das ações por ele realizadas, com informações como data, hora e o destinatário do contato.

Além do Jarts, ano passado Márcio participou de outros concursos onde também obteve os primeiros lugares no Brasil e no mundo. Embora admita que esses resultados lhe trazem satisfação e lhe dêem credibilidade entre os radioamadores, ele frisa que este hobby não tem apenas os concursos como atrativos.

O radioamador garante que há outros motivos que lhe fazem passar cerca de duas horas diárias diante dos aparelhos. ‘‘O radioamadorismo é um hobby científico, um caminho que me leva a adquirir aptidão pessoal na fascinante arte da electrónica como também uma oportunidade de me comunicar com outros colegas radioamadores no mundo todo, sem esquecer das competições nem do atendimento à comunidade’’, diz Márcio.

Quando fala de conhecimentos, Márcio refere-se às noções de física, eletrônica e geografia que um operador de rádios transceptores (que recebem e emitem mensagens) deve ter. Já sobre os contatos com outros radioamadores, ele mostra a coleção de 30 mil cartões QSL de mais de 200 países e ilhas (que também são consideradas países no radioamadorismo) diferentes - os cartões QSL são trocados a cada novo contato, para comprová-lo, e contêm informações como o indicativo (identificação através de números e letras que mostra o país de origem) do radioamador, seu nome, sua cidade e a data e horário do contato.

Márcio esclarece que a atividade é sem fins lucrativos mas os gastos podem ser altos. Assim como os equipamentos, a confecção e o envio de cartões QSL também são bancados pelo radioamador.

CIDADANIA: Falando sobre o atendimento à comunidade, Márcio explica que os radioamadores freqüentemente estão envolvidos em ajuda à comunicação em casos como de tragédias, inundações. Eles agem fazendo contato com autoridades e pessoas isoladas, muitas vezes apoiando a Defesa Civil Local - o que é possível porque, embora não sejam permitidas interferências sem motivos de urgência, os aparelhos usados no radioamadorismo podem alcançar freqüências de entidades como polícia e bombeiros e até mesmo aviões em pleno vôo.

Márcio conta que, depois do atentado de 11 de setembro de 2001, em Nova York (EUA), no qual um radioamador participou dos primeiros contatos entre os bombeiros e outras instituições envolvidas na ajuda às vítimas, foram criadas redes nacionais de emergências, para atuarem quando os meios convencionais de comunicação não funcionam. Para Márcio, o que possibilita esse relacionamento é a ética, que, segundo ele, é um dos pontos mais fortes entre os radioamadores.

Referência Bibliográfica